Circulvis

39,00 

Suplemento alimentar com: Ginkgo Biloba, Meliloto, Gilbardeira, Arando, Mirtilo, Videira, Castanha da Índia, Rutina e Luteína.

⚠️ Atenção: Contém edulcorantes.

Apresentação: caixa com 50 cápsulas de 500 mg.

REF: 20118.SP Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 2 cápsula
Tomas por embalagem: 25
%VRN
Extrato Seco Concentrado de Ginkgo biloba, Ginkgo Biloba50 mg**
Extrato Seco de Melilotus officinalis, Meliloto50 mg**
Extrato Seco de Ruscus aculeatus, Ruscus50 mg**
Rutina50 mg**
Extrato Seco de Vaccinium macrocarpon, Arando25 mg**
Extrato seco de Vitis vinifera, Videira25 mg**
Extrato Seco de Vaccinium myrtillus, Mirtilo25 mg**
Extrato Seco de Aesculus hippocastanum, Castanha da Índia25 mg**
Zeaxantina (5%)5 mg**
Luteína (5%)2,5 mg**
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 1 cápsula duas vezes ao dia.

Agente de Volume: Celulose Microcristalina; Agente de Revestimento: Gelatina; Edulcorante: Maltodextrina; Extrato Seco Concentrado de Tagetes erecta, Tagetes – Flor (5% Zeaxantina), ratio 15:1; Extrato Seco Concentrado de Sophora japónica, Sofora – Flor (95% Rutina), ratio 35:1; Extrato Seco Concentrado de Ginkgo biloba, Ginkgo Biloba – Folhas, 24% Glucósidos de Flavonol e 6% Lactonas Terpénicas, ratio 50:1; Extrato Seco de Melilotus officinalis, Meliloto – Planta (5% Saponinas) ratio 3-4:1; Extrato Seco de Ruscus aculeatus, Ruscus – Raiz (5% Cumarina) ratio 5:1; Extrato Seco de Tagetes erecta, Tagetes, – Flor (5% Luteína), ratio 10:1; Extrato Seco de Vaccinium macrocarpon, Arando – Bagas (1% Antocianosidos) ratio 15:1; Extrato Seco de Vaccinium myrtillus, Mirtilo – Bagas (1% Antocianidinas) ratio 10:1; Extrato seco de Vitis vinifera, Videira – Sementes (95% Proantocianidinas) ratio 15:1; Extrato Seco de Aesculus hippocastanum, Castanha da Índia – Sementes (20% Aescina) ratio 8:1; Anti-aglomerante: Estearato de Magnésio.

Não exceder a toma diária recomendada. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Em caso de gravidez ou amamentação a toma deve ser feita sob indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorreções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

O extrato de Ginkgo biloba é uma substância obtida a partir das folhas da árvore do Ginkgo, nativa da Coreia, China e Japão, sendo atualmente um dos dez agentes fitoterápicos mais utilizados em todo o mundo. Esta erva medicinal possui dois componentes farmacologicamente ativos: os terpenos e os flavonoides, entre eles a quercetina. Os estudos revelam que os alvos farmacológicos primários destas substâncias são o sistema cardiovascular, nervoso e endócrino, revelando benefícios especialmente a nível da capacidade cognitiva e de concentração.

O Ginkgo biloba aumenta a circulação sanguínea cerebral e periférica, reduz a permeabilidade vascular, melhora o tónus venoso e relaxa o músculo liso vascular. Além disso, reduz a agregação plaquetária, diminui a tensão arterial, aumenta a insulina e diminui a secreção de cortisol. A literatura científica diz-nos ainda que a sua ação neuroprotetora pode ocorrer por ação direta nos neurónios ou por efeito indireto via modulação do fluxo sanguíneo e bloqueio das reações bioquímicas das plaquetas ou pela sua ação antioxidante. As suas propiedades anti-inflamatórias serão devidas à inibição das atividades das cicloxigenases, lipoxigenases e da fosfodiasterase.

Por apresentar todos estes efeitos benéficos, o Ginkgo biloba tem sido amplamente utilizado em diferentes tipos de demência, doença arterial periférica, acidente vascular cerebral isquémico, degeneração macular, autismo, circulação sanguínea insuficiente, depressão, vertigens e como modulador dos efeitos secundários de algumas terapias oncológicas.

Bibliografia:

1. Dziwenka M, Coppock RW. Ginkgo biloba. In: Nutraceuticals: Efficacy, Safety and Toxicity. ; 2016. doi:10.1016/B978-0-12-802147-7.00049-8
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O médico romano de origem grega, já mencionava o Meliloto em 130 – 201 d.C., atribuindo-lhe propriedades anti-tumorais e anti-inflamatórias. Tal como todas as leguminosas o meliloto é um excelente fixador de azoto no solo e muito atraente para as abelhas. O seu nome deriva do grego mêli (mel). O Meliloto é nativo da Europa, Norte de África e regiões temperadas da Ásia.

O Meliloto tem uma acção anti-edematosa sobre edemas de origem inflamatória devido ao aumento do retorno venoso e melhoria da cinética linfática e do poder anticoagulante. Os flavonóides reforçam a ação vaso protetora (fator vitamínico P). É usado na insuficiência venosa crónica, tais como dor, inchaço, e peso nas pernas. Também no tratamento de suporte tromboflebites, síndromas pós tromboses, hemorroidas e congestão linfática. Externamente em contusões e hematomas.

É anti-inflamatório, antiespasmódica, antisséptica, anti edematosa, cicatrizante, problemas respiratórios como tosses, gripes, rouquidão, constipação, faringites e amigdalite, acidez, dificuldade na digestão, insónia, hemorroidas, dores nas pernas, reumatismo, síndrome pós trombóticas, amenorreia e anúria.

Bibliografia:

1. Pleşca-Manea L, Pârvu AE, Parvu M, Taaˇmaş M, Buia R, Puia M. Effects of Melilotus officinalis on acute inflammation. Phytother. Res. . 2002;16:316–9.
2. Hong N, Won D, Kim N. Pharmacological Studies on Melilotus officinalis Extract. Kor. J. Pharm. . 1983;14:51–9.
3. Liu YT, Gong PH, Xiao FQ, Shao S, Zhao DQ, Yan MM, Yang XW. Chemical Constituents and Antioxidant, Anti-Inflammatory and Anti-Tumor Activities of Melilotus officinalis (Linn. Pall. Mol. . 2018;23.
4. Tang C.N. Study on the extraction process of total flavonoids from Melilotus officinalis medicinal plant. J. Anhui Agric. Sci. 2012;3:23–25. doi: 10.3969/j.issn.1008-553X.2014.01.007.
5. Luminiţa P.M., Pârvu A.E., Pârvu M., Taămaş M., Buia R., Puia M. Effects of Melilotus officinalis on acute inflammation. Phytother. Res. 2002;16:316–319.

A Gilbarbeira, de nome científico Ruscus aculeatus, é uma planta nativa de África e zona mediterrânica cuja raiz é utilizada na medicina tradicional. Os ingredientes ativos principais são as saponinas esteróides ruscogenina e neo-ruscogenina, sendo que outros constituintes também têm sido isolados, como é o caso de saponinas e sapogeninas esteróides, triterpenos, flavenóides, cumarina e ácido glicólico.

Estudos demonstraram que reduz a permeabilidade vascular e exibe atividade vasoconstritora e anti-elastase, o que explica a sua utilidade na insuficiência venosa crónica. Está listada pelas autoridades na Alemanha, como planta protetora de edema, oferecendo alívio de sintomas como prurido, pernas pesadas e cansadas, sensação de tensão e dor. Demonstra eficácia a nível do aumento do tónus venoso, e tem efeito anti-inflamatório, de impermeabilização da parede capilar e diurético.⁠ A sua aplicação tópica resulta  na diminuição do inchaço, assim como acelera a recuperação de lesões como contusões e entorses e tem um efeito analgésico. É ainda utilizada como ingrediente ativo na melhoria da microcirculação e vasculite, como agente antimicrobiano e agente fleboterapêutico, pelas suas propriedades vasoconstritoras, venotónicas e antitrombóticas.

Tem também um uso tradicional no alívio de distúrbios urinários (nefrite, cálculos renais), eczema e outros problemas de pele (verrugas, frieiras), artrite, hemorróidas, aterosclerose, colite, diarreia, dor abdominal e como leve laxante.

Bibliografia

1. Review AM, Reserved AR, Reprint N, Written W. Monograph Ruscus aculeatus (Butcher ’ s Broom). Altern Med Rev. Published online 2001.
2. Vanscheidt W, Jost V, Wolna P, et al. Efficacy and safety of a Butcher’s broom preparation (Ruscus aculeatus L. extract) compared to placebo in patients suffering from chronic venous insufficiency. Arzneimittel-Forschung/Drug Res. 2002;52(4):243-250. doi:10.1055/s-0031-1299887
3. Mari A, Napolitano A, Perrone A, Pizza C, Piacente S. An analytical approach to profile steroidal saponins in food supplements: The case of Ruscus aculeatus. Food Chem. 2012;134:461-468. doi:10.1016/j.foodchem.2012.02.099
4. Masullo M, Pizza C, Piacente S. Ruscus Genus: A Rich Source of Bioactive Steroidal Saponins. Planta Med. Published online 2016. doi:10.1055/s-0042-119728

A rutina é uma substância encontrada em diversos alimentos, principalmente em frutas cítricas, e tem alto poder antioxidante e anti-inflamatório. Conhecida também por vitamina P, a rutina é facilmente absorvida através da dieta e traz diversos benefícios para o funcionamento saudável do nosso organismo.

A rutina é um flavonoide, encontrada em diversas fontes de alimentos, como a cebola, a uva, as maçãs, as bebidas como o vinho tinto e o chá preto, nas cascas de frutas cítricas, nos brócolis, alface, alguns tipos de trigo, entre eles o trigo mourisco e o trigo sarraceno, alguns tipos de feijão, os tomates, entre outras fontes.

A rutina tem excelentes propriedades antioxidantes, que ajudam seu corpo a produzir colágeno e a metabolizar e aumentar a ação da vitamina C, além de proporcionar benefícios à circulação sanguínea. É possível adicionar rutina à dieta ao ingerir mais alimentos que contêm esse flavonoide ou através de suplementos de rutina.

Estudos mostraram que este flavonoide ajuda a fortalecer e também aumentar a flexibilidade dos vasos sanguíneos, entre eles as artérias e os capilares. Com a melhoria do sistema circulatório, o organismo passa a se beneficiar de inúmeras outras funções, ajudando também a prevenir muitos problemas de saúde, como as varizes, as hemorroidas, entre muitas outras.

Alguns estudos mostraram que este flavonoide ajuda a prevenir a formação dos coágulos sanguíneos e, desta forma, estimula a prevenção de diversos problemas de saúde, como as embolias pulmonares, os ataques cardíacos, os acidentes vasculares, os problemas de trombose, entre muitos outros.

A rutina ajuda na diminuição dos níveis de colesterol tipo LDL, conhecido como colesterol mau. Em um deles, pessoas com diabetes e histórico de hipertensão foram submetidas a um tratamento com doses de 500 mg de rutina uma vez ao dia e apresentaram diminuição nos níveis plasmáticos de colesterol LDL no sangue.

As propriedades antioxidantes da rutina conferem a ela a capacidade de combater os radicais livres, causadores de diversos danos celulares e problemas de saúde. Essa função antioxidante também é conhecida por prevenir o envelhecimento precoce, e até mesmo alguns tipos de cancro.

A rutina é capaz de aumentar a absorção de vitamina C no organismo pois evita que ela seja oxidada rapidamente. A vitamina C, que é outro antioxidante poderoso, além de atuar contra os radicais livres, fortalece o sistema imunitário.

Bibliografia:

1. Budzynska B, Faggio C, Kruk-Slomka M, Samec D, Nabavi SF, Sureda A, Devi KP, Nabavi SM. Rutin as Neuroprotective Agent: From Bench to Bedside. Curr Med Chem. 2019;26(27):5152–5164.
2. Wang SW, Wang YJ, Su YJ, Zhou WW, Yang SG, Zhang R, Zhao M, Li YN, Zhang ZP, Zhan DW, Liu RT. Rutin inhibits beta-amyloid aggregation and cytotoxicity, attenuates oxidative stress, and decreases the production of nitric oxide and proinflammatory cytokines. Neurotoxicology. 2012;33(3):482–490.
3. Gullón B., Lú-Chau T.A., Moreira M.T., Lema J.M., Eibes G. Rutin: A review on extraction, identification and purification methods, biological activities and approaches to enhance its bioavailability. Trends Food Sci. Technol. 2017;67:220–235.
4. Ganeshpurkar A., Saluja A.K. The Pharmacological Potential of Rutin. Saudi Pharm. J. 2017;25:149–164.
5. Budzynska B., Faggio C., Kruk-Slomka M., Samec D., Nabavi S.F., Sureda A., Devi K.P., Nabavi S.M. Rutin as Neuroprotective Agent: Rom Bench to Bedside. Curr. Med. Chem. 2019;26:5152–5164.
6. Pedriali C.A., Fernandes A.U., Bernusso L.d.C., Polakiewicz B. The synthesis of a water-soluble derivative of rutin as an antiradical agent. Química Nova. 2008;31:2147–2151.

O Arando Vermelho, também designado de Vaccinium macrocarpon, é uma fruta nativa da América do Norte que tem sido utilizada como alimento funcional devido aos seus potenciais benefícios na saúde. O Arando está bem classificado entre as frutas, especialmente devido à sua quantidade e qualidade de antioxidantes, já que apresenta um teor considerável de flavonoides, ácidos fenólicos (proantocianidinas) e outros fitoquímicos, para além de conter minerais essenciais, ácidos gordos, fibras dietéticas, provitamina A, vitamina C e vitaminas do complexo B1.

A pesquisa científica acerca dos benefícios do consumo deste fruto tem incidido sobre os benefícios relacionados com o trato urinário, a prevenção de doenças cardio metabólicas, com o cancro, a saúde digestiva e a microbiota intestinal.

O seu sumo é há muito associado à potencial prevenção de infeções do trato urinário, uma propriedade ligada aos efeitos anti-adesão das suas proantocianidinas e poliflavonois contra estirpes patogénicas e Escherichia coli. Além de inibir a ligação da E.coli na mucosa intestinal, as proantocianidinas inibem a adesão de outros micróbios no epitélio da bexiga, da Helicobacter pylori na mucosa gástrica e duodenal e do Streptococcus mutans na hidroxiapatite do dente. Outro mecanismo de ação proposto para o Arando é produção não enzimática de óxido nítrico em condições acídicas que, por sua vez, pode criar um potencial ambiente bacteriostático no trato urinário. A propriedade anti-biofilme também é demonstrada para a Pseudomona aeruginosa, sugerindo que pode ser útil para infeções causadas por este microrganismo, bem como para a Candida albicans.

Os seus constituintes também têm demonstrado suprimir o crescimento de uma variedade de células cancerosas in vitro e em estudos animais (pulmão, cólon, mama, oral, ovário, próstata, bexiga, esófago e intestino).

A crescente literatura científica indica que os polifenóis encontrados nos arandos podem contribuir ainda para a redução do risco de doenças cardiovasculares, por aumentarem a resistência à oxidação do colesterol LDL, por inibição da agregação plaquetária, por redução da tensão arterial e outros mecanismos antitrombóticos e anti-inflamatórios.

Bibliografia:

1. Abeywickrama G, Debnath SC, Ambigaipalan P, Shahidi F. Phenolics of Selected Cranberry Genotypes (Vaccinium macrocarpon Ait.) and Their Antioxidant Efficacy. J Agric Food Chem. 2016;64(49):9342-9351.
2. Zhao S, Liu H, Gu L. American cranberries and health benefits – an evolving story of 25 years. J Sci Food Agric. 2020.
3. Dong B, Zimmerman R, Dang L PG. Cranberry for the Prevention and Treatment of Non-Complicated Urinary Tract Infections. SOJ Pharm Sci. 2019.
4. Wu X, Song M, Cai X, et al. Chemopreventive Effects of Whole Cranberry (Vaccinium macrocarpon) on Colitis-Associated Colon Tumorigenesis. Mol Nutr Food Res. 2018;62:1-8.
5. Yarnell E. Botanical medicines for the urinary tract. World J Urol. 2002;20:285-293.
6. McKay DL, Blumberg JB. Cranberries (Vaccinium macrocarpon) and cardiovascular disease risk factors. Nutr Rev. 2007;65(11):490-502.
7. Liu Q, Meng X, Li Y, et al. Natural Products for the Prevention and Management of Helicobacter pylori Infection. Compr Rev Food Sci Food Saf. 2018;17:937-952.

A Vitis vinifera L. é uma planta nativa da Europa e Ásia ocidental, que cresce abundantemente em países mediterrânicos, sendo o vinho a bebida de eleição elaborada a partir das suas uvas, bebida muito apreciada e consumida, desde a antiguidade até aos dias de hoje.

No entanto, outros produtos derivados desta planta têm ganho interesse ao longo dos anos, pelo seu valor nutricional e medicinal, com potenciais benefícios para a saúde. A casca das uvas são ricas em terpenos, norisoprenóides e tióis, e a polpa em ácidos orgânicos e açúcares. A sua concentração em compostos fenólicos, resveratrol e quercetina, conferem-lhe relevantes propriedades antioxidantes e antimicrobianas. As suas sementes, ricas em fenóis e proantocianidinas, parecem ter um papel nutracêutico benéfico para a saúde, para além de lhe serem atribuídas propriedades anti-inflamatórias, anti-ulcerosas, anti-cancerígenas e cardioprotetoras. O óleo das sementes é rico em ácidos gordos essenciais, vitamina E e fitoesteróis, demonstando notáveis atividades antioxidantes e anti-inflamatórias, para além de estar a ser estudada a sua capacidade anti-tumural1. O uso tradicional da uva inclui, entre outros, as doenças da pele, patologias oculares, náuseas, dores de garganta, hemorroidas, doenças renais e hepáticas, sendo que na medicina Ayurvédica é considerado um tónico para o coração com utilidade nas doenças cardiovasculares, edema e inflamação.

As folhas da Videira, por sua vez, têm sido utilizadas desde tempos antigos devido às suas diversas propriedades, tal como a ação hipoglicemiante, antimicrobiana, anti-inflamatória e, particularmente, as suas propriedades antioxidantes, benéficas para o organismo. Também utilizadas no tratamento de insuficiência venosa crónica, pela eficácia demonstrada na redução do edema e da dor, atuando ao nível da circulação sanguínea microvascular5. Estando as patologias neurodegenerativas e falhas de memória muitas vezes relacionadas com défices ao nível da microcirculação sanguínea cerebral, a Videira poderá apresentar efeitos benéficos a este nível. Para além disto, sendo a obesidade uma doença inflamatória que também afeta os vasos sanguíneos, causando dificuldades na circulação de leptina (hormona da saciedade) até ao cérebro, têm sido estudados os efeitos antiobesidade da V. vinifera, tanto pela sua ação na microcirculação como pelos seus efeitos anti-inflamatórios2. As folhas de videira, sendo subprodutos da indústria vinícola, têm vindo a ser utilizadas na medicina tradicional pelos seus efeitos hepatoprotetores, espasmolíticos e vasodilatadores.

Em suma, os compostos naturais presentes na videira protegem as células vasculares endoteliais contra o dano inflamatório, exibindo também uma capacidade antioxidante notável, conferindo-lhe propriedades cardio e hepatoprotetoras, estando mesmo a ser estudado o seu potencial benefício como anticancerígeno.

Bibliografia:

1. Martin ME, Grao-Cruces E, Millan-Linares MC, et al. Grape (vitis vinifera L.) seed oil: A functional food from the winemaking industry. Foods. 2020.
2. Ardid-Ruiz A, Harazin A, Barna L, et al. The effects of Vitis vinifera L. phenolic compounds on a blood-brain barrier culture model: Expression of leptin receptors and protection against cytokine-induced damage. J Ethnopharmacol. 2020.
3. Kedage V V., Tilak JC, Dixit GB, Devasagayam TPA, Mhatre M. A study of antioxidant properties of some varieties of grapes (Vitis vinifera L.). Crit Rev Food Sci Nutr. 2007;47(2):175-185.
4. Fernandes F, Ramalhosa E, Pires P, et al. Vitis vinifera leaves towards bioactivity. Ind Crops Prod. 2013;43:434-440.
5. Abascal K, Yarnell E. Botanicals for chronic venous insufficiency. Alternative and Complementary Therapies. 2007:304-311.
6. Margină D, Olaru OT, Ilie M, et al. Assessment of the potential health benefits of certain total extracts from Vitis vinifera, Aesculus hyppocastanum and Curcuma longa. Exp Ther Med. 2015;10:1681-1688.
7. Nassiri-Asl M, Hosseinzadeh H. Review of the pharmacological effects of Vitis vinifera (grape) and its bioactive compounds. Phyther Res. 2009.

O Mirtilo (Vaccinium myrtillus), pertencente ao género Vaccinium, é uma espécie de planta espontânea nativa das zonas montanhosas da Europa.

Este fruto é um dos mais reconhecidos pelos seus potenciais benefícios na saú­de, sendo que muitas das suas propriedades benéficas são atribuídas aos seus compostos bioativos – proantocianidinas e antocianinas.

Estes flavonoides produzem pigmentos hidrossolúveis azul, vermelho ou roxo e contêm potenciais propriedades promotoras de saúde como antioxidantes, anti-inflamatórios e pro-cardiovasculares.

Os seus compostos fenólicos também são conheci­dos pelos seus atributos antihipertensores, antimicrobianos e anticancerígenos.

O extrato de Mirtilo demonstrou prevenir ou controlar a formação de fluído intersticial e contribuir para a redistribuição do fluxo sanguíneo na rede microvascular; modular a resistência e permea­bilidade capilar, melhorando a função visual ao promover a adaptação à escuridão após ofuscamento; promover a cicatrização e ainda apresentar atividade antiaterosclerótica e antiulcerosa.

Para além disto, aparenta reduzir a formação de produtos reativos resul­tantes de oxidação, segundo um estudo que avaliou a sua utilização na degeneração macular.

O ácido clorogénico, principal composto polifenólico não flavonóide encontrado nos Mirtilos, exibe diversas características antioxidantes sobre o stress oxidativo induzido pela luz e reduz os níveis de citocinas pro-inflamatórias, além de ter efeitos antienvelhecimento e anti-angiogénicos associados à retinopa­tia diabética, degeneração macular e cancro.

Portanto, as antocianinas e polifenóis dos Mirtilos, apresentam-se como ingre­dientes funcionais importantes na prevenção de doenças crónicas como cancro, obesidade, doenças degenerativas, inflamatórias e cardiovasculares, diabetes, declínio cognitivo, demonstrando também propriedades protetoras da visão, fígado, pulmões, ossos e imunidade.

Particularmente, os seus poli­fenóis têm atividade protetora da retina contra a lesões por peroxidação lipídica induzidas pela luz.

Por outros lado, quando usado em produtos cosméticos de aplicação tópica, o extrato de mirtilo tem demonstrado capacidade de aumentar a hidratação do extrato córneo, mantendo a função de barreira e preservando o pH da pele, além de ter demonstrrado capacidade fotoprotetora, antioxidante e anti-inflamatória.

Bibliografia:

1. Ancillotti C, Ciofi L, Pucci D, et al. Polyphenolic profiles and antioxidant and antiradical activity of Italian berries from Vaccinium myrtillus L. and Vaccinium uliginosum L. subsp. gaultherioides (Bigelow) S.B. Young. Food Chem. 2016;204:176-184. doi:10.1016/j.foodchem.2016.02.106
2. Li R, Wang P, Guo Q qi, Wang Z yu. Anthocyanin composition and content of the Vaccinium uliginosum berry. Food Chem. 2011;125(1):116-120. doi:10.1016/j.foodchem.2010.08.046
3. Faria A, Oliveira J, Neves P, et al. Antioxidant properties of prepared blueberry (Vaccinium myrtillus) extracts. J Agric Food Chem. 2005;53(17):6896-6902. doi:10.1021/jf0511300
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5. Khandhadia S, Lotery A. Oxidation and age-related macular degeneration: Insights from molecular biology. Expert Rev Mol Med. 2010. doi:10.1017/S146239941000164X
6. Wang Y, Zhao L, Wang C, et al. Protective effect of quercetin and chlorogenic acid, two polyphenols widely present in edible plant varieties, on visible light-induced retinal degeneration in vivo. J Funct Foods. 2017. doi:10.1016/j.jff.2017.02.034
7. Ma L, Sun Z, Zeng Y, Luo M, Yang J. Molecular mechanism and health role of functional ingredients in blueberry for chronic disease in human beings. Int J Mol Sci. 2018;19(2785):1-19. doi:10.3390/ijms19092785
8. Wing-kwan Chu, Sabrina C. M. Cheung, Roxanna A. W. Lau and IFFB. Bilberry (Vaccinium myrtillus L.). Herb Med Biomol Clin Asp. 2011;(2).
9. Tadić VM, Nešić I, Martinović M, et al. Old plant, new possibilities: Wild bilberry (vaccinium myrtillus l., ericaceae) in topical skin preparation. Antioxidants. 2021. doi:10.3390/antiox10030465
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O Castanheiro-da-Índia (Aesculus hippocastanum), nativo desse país asiático, foi introduzido na Europa como planta medicinal. O extrato da sua semente é muito utilizado no tratamento disenteria, bronquite, hemorroidas e problemas venosos, como insuficiência venosa crónica, edema venoso e veias varicosas. Foi demonstrada a sua capacidade de melhorar a função e o tónus venoso, inibir a vasodilatação (vasoconstritor), modular a inflamação (anti-inflamatório), reduzir a permea­bilidade vascular, aumentar a velocidade do fluxo sanguíneo venoso e atuar como antioxidante, reduzindo, desta forma, os sintomas associados a doença venosa, como a dor, fadiga/ sensação de pernas pesadas, tensão, edema e prurido.

O principal mecanismo fisiológico da insuficiência venosa crónica é a acumulação e subsequente ativação dos leucócitos nos membros afetados. O extrato da semente de Castanheiro-da-índia, contém um composto ativo, uma mistura de saponinas triperpénicas, que tem demonstrado ser inibitória de atividade enzimática, prevenindo, desta forma, a ativação dos leucócitos. Portanto, parece que a sua eficácia se deve, em grande parte, a um efeito inibitório na quebra catalítica de proteoglicanos da parede capilar, que possivelmente ocorre através de uma ação protetora sobre a membrana lisossomal (local de liberação de enzimas).

Apesar do seu mecanismo de ação ainda não ser totalmente conhecido, parece que o extrato da semente de Castanheiro-da-índia poderá ser um coadjuvante no tratamento desta patologia.

Para além do seu composto ativo contém, ainda, flavonoides, esteróis, óleos essenciais e amido.

As preparações com este extrato demonstraram ser seguras e bem toleradas e os seus efeitos positivos foram comprovados, tanto após ingestão, como após aplicação tópica na zona afetada.

A sua combinação com a Centelha Asiática poderá atuar sinergicamente na prevenção ou cicatrização de úlceras venosas.

Bibliografia:

1. Abascal K, Yarnell E. Botanicals for chronic venous insufficiency. Altern Complement Ther. 2007. doi:10.1089/act.2007.13609
2. Siebert U, Brach M, Sroczynski G, Überla K. Efficacy, routine effectiveness, and safety of horsechestnut seed extract in the treatment of chronic venous insufficiency. A meta-analysis of randomized controlled trials and large observational studies. Int Angiol. 2002.
3. Pittler MH, Ernst E. Horse-chestnut seed extract for chronic venous insufficiency: A criteria-based systematic review. Arch Dermatol. 1998. doi:10.1016/s0965-2299(99)80137-x
4. Suter A, Bommer S, Rechner J. Treatment of patients with venous insufficiency with fresh plant horse chestnut seed extract: A review of 5 clinical studies. Adv Ther. 2006. doi:10.1007/BF02850359

A zeaxantina é um carotenoide muito parecido com a luteína, que confere uma pigmentação amarela alaranjada aos alimentos, sendo essencial ao organismo, já que ele não é capaz de a sintetizar, podendo ser obtida através da ingestão de alimentos, como milho, espinafre, couve, alface, brócolis, ervilhas e ovo, por exemplo, ou de suplementação.

Esta substância apresenta inúmeros benefícios à saúde, como a prevenção do envelhecimento precoce e a proteção da visão dos agentes externos, por exemplo, o que se deve às suas propriedades antioxidantes.

A zeaxantina previne a aterosclerose, já que evita o acúmulo e a oxidação de LDL (mau colesterol) nas artérias, reduzindo o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares.

A zeaxantina protege os olhos dos danos causados pelos radicais livres, já que este carotenoide, assim como a luteína, são os únicos que se depositam na retina, sendo os componentes principais do pigmento da mácula, protegendo os olhos dos raios UV emitidos pelo sol, assim como da luz azul emitida por dispositivos como computadores e telemóveis.

Por esta razão, a zeaxantina também contribui para a prevenção da formação de cataratas, da retinopatia diabética e da degeneração macular induzida pelo envelhecimento, e ajuda a atenuar a inflamação em pessoas com uveíte.

Este carotenoide ajuda a proteger a pele dos danos ultravioleta do sol, prevenindo o envelhecimento precoce, melhorando a sua aparência, e prevenindo o câncer de pele.

Além disso, também ajuda a prolongar o bronzeado, tornando-o mais bonito e uniforme.

A ação antioxidante da zeaxantina também protege o DNA e estimula o sistema imunitário, contribuindo para a prevenção de doenças crónicas e alguns tipos de cancro. Além disso, também ajuda a reduzir a inflamação, devido à capacidade para diminuir os marcadores inflamatórios.

Bibliografia:

1. Bernstein P.S., Li B., Vachali P.P., Gorusupudi A., Shyam R., Henriksen B.S., Nolan J.M. Lutein, zeaxanthin, and meso-zeaxanthin: The basic and clinical science underlying carotenoid-based nutritional interventions against ocular disease. Prog. Retin. Eye Res. 2016;50:34–66.
2. Li B., George E.W., Rognon G.T., Gorusupudi A., Ranganathan A., Chang F.Y., Bernstein P.S. Imaging lutein and zeaxanthin in the human retina with confocal resonance Raman microscopy. Proc. Nat. Acad. Sci. USA. 2020;117:12352–12358.
3. Evans M., Beck M., Elliott J., Etheve S., Roberts R., Schalch W. Effects of formulation on the bioavailability of lutein and zeaxanthin: A randomized, double-blind, cross-over, comparative, single-dose study in healthy subjects. Europ. J. Nutri. 2013;52:1381–1391.
4. Sommerburg O., Keunen J.E., Bird A.C., van Kuijk F.J. Fruits and vegetables that are sources for lutein and zeaxanthin: The macular pigment in human eyes. Br. J. Ophthalmol. 1998;82:907–910.
5. Eisenhauer B., Natoli S., Liew G., Flood V.M. Lutein and Zeaxanthin Food Sources, Bioavailability and Dietary Variety in Age-Related Macular Degeneration Protection. Nutrients. 2017;9:120.
6. Li R., Turner S.D., Brautigan D.L. Xanthophylls lutein and zeaxanthin modify gene expression and induce synthesis of hyaluronan in keratinocyte model of human skin. Biochem. Biophys. Rep. 2015;4:52–58.

A Luteína é um dos principais carotenóides encontrados na córnea, que enriquece o pigmento amarelo da mácula do olho. É naturalmente abundante e encontra-se disponível em frutas, cereais e vegetais, estando também presente na gema do ovo. A luteína demonstra ter um forte poder antioxidante, ao extinguir o singleto de oxigénio e ao eliminar radicais livres. Tem também um efeito protetor ocular devido à sua capacidade em filtrar a luz azul, reduzindo assim o dano fototóxico nos fotorecetores das células. Uma hipótese sugere que as suas propriedades protetoras podem ser amplificadas pela sua localização nas zonas mais vulneráveis da retina e pela orientação específica das membranas.⁠

O colesterol LDL é um importante transportador deste nutriente, pelo que o uso excessivo de estatinas poderá interferir com a obtenção deste importante carotenóide a nível ocular.⁠ Este pigmento antioxidante lipossolúvel melhora o desempenho visual (reduz a deficiência de brilho e desconforto, acelera a recuperação de fotostress e realça o contraste cromático) pela absorção da luz de onda curta, estando associada à diminuição de incidência de cataratas, degeneração macular e cancro. A proteção ativa na redução de dano oxidativo aparenta não ser a sua única forma protetora da retina pois a luteína demonstra ser também um eficaz agente anti-inflamatório, e a inflamação é o evento primário na etiologia das doenças oculares.

Além da sua ação nos olhos, a luteína tem outros efeitos benéficos, nomeadamente no tecido cerebral, onde tem sido associada a uma melhoria do desempenho cognitivo. Por esta razão, a suplementação em luteína deve ser encorajada, especialmente em idosos e em indivíduos com risco acrescido para determinadas patologias oculares e até cerebrais.

Bibliografia:

1. Buscemi S, Corleo D, Di Pace F, Petroni ML, Satriano A, Marchesini G. The effect of lutein on eye and extra-eye health. Nutrients. 2018;10(9):1-24. doi:10.3390/nu10091321
2. McCusker MM, Durrani K, Payette MJ, Suchecki J. An eye on nutrition: The role of vitamins, essential fatty acids, and antioxidants in age-related macular degeneration, dry eye syndrome, and cataract. Clin Dermatol. Published online 2016. doi:10.1016/j.clindermatol.2015.11.009
3. Lien EL, Hammond BR. Nutritional influences on visual development and function. Prog Retin Eye Res. Published online 2011. doi:10.1016/j.preteyeres.2011.01.001

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